Oct 23

Sobre o Mergulho

Planeta Água !

Historicamente a humanidade é fascinada pelo mar, tentando explora-lo das mais diversas formas desde os tempos mais remotos. E o que podemos afirmar hoje, é que o homem conhece muito mais sobre o espaço, do que sobre o mar, levando em conta as proporções, podemos dizer que o mar é o quintal das nossas casas, e mesmo assim, não o conhecemos direito. Se conhecêssemos ao menos um pouquinho, talvez as atitudes praticadas contra ele seriam bem menores. Felizmente com o aumento dos estudos sobre o mar, e, acreditem se quiser, com o aumento da prática do mergulho, as pessoas estão se conscientizando mais e mais sobre o assunto, se tornando formadores de opinião e defensores do meio ambiente.
Depois de conhecer a fragilidade de um coral, saber o quanto demora para ele se desenvolver, ver e sentir a voracidade de uma pequena "donzelinha" defendendo seu território, sentir a paz proporcionada por um bando de golfinhos pulando na frente do barco, etc... Aí sim, fazemos do mar a extensão de nossas casas, aprendemos a respeitar seus moradores, e temos a consciência de sua força, tamanho e beleza. Em um ambiente onde tudo se encaixa, onde tudo funciona perfeitamente.

Um Pouco de História...

Engana-se profundamente quem pensa que a história do mergulho começa com as descobertas de Cousteau... As datas dos primeiros registros do homem tentando desvendar os segredos e mistérios das profundezas são muito, muito mais antigas do que a maioria pode imaginar e até mesmo acreditar.
Existem registros comprovados de que há 6500 anos o homem já criava acessórios para suas incursões ao mundo sub-aquático. Alexandre o Grande utilizava "mergulhadores" em suas ações militares.
Mas a evolução do mergulho aconteceu muito lentamente, em 1531 Gugliemo de Lorena projetou o primeiro sino de mergulho (que recebeu este nome pela aparência. Era um cone voltado com a sua abertura para baixo e com sua extremidade superior selada, armazenando ar no seu interior. Isso permitia que os mergulhadores em apnéia voltassem ao sino para renovar seu suprimento de ar).
A primeira "roupa de mergulho" foi construída em 1715 por John Lethbridge e era de madeira. Isso mesmo, de madeira. Resistia até os 20m de profundidade.
Apenas depois de 100 anos, o mergulho recebeu seu primeiro grande salto tecnológico. No inicio do século XIX os irmãos Deane adaptaram um capacete utilizado em minerações para o mergulho. Surgia então a era do escafandro, que foi sendo cada vez mais adaptado e melhorado. Em 1839 Augustus Siebe criou o primeiro traje impermeável, utilizando um sistema de fixação do escafandro à roupa. Em poucos meses sua invenção estava sendo fabricada aos milhares, e permaneceu inalterada pelos próximos 100 anos. Algumas delas continuam em uso até hoje ! Pouco tempo depois foi a vez de Rouquayrol e Denayrouze, que desenvolveram sistemas de bombeamento de ar e o primeiro sistema autônomo de mergulho. Ambos utilizando máscaras tipo "full face", no segundo e mais importante desenvolvimento da dupla, os mergulhadores podiam em mergulhos mais curtos e rasos utilizar o ar armazenado em pequenos cilindros. Os primeiros protótipos foram construídos em 1872. Em um museu francês ainda é possível encontrar uma amostra desse equipamento, e em funcionamento!

Nesta mesma época, os primeiros trabalhos científicos sobre descompressão começaram a surgir através das experiências de Paul Bert, que pode ser considerado o "pai da medicina hiperbárica.
Pronto. Com os novos equipamentos, compressores mais potentes e o estudo sobre medicina hiperbárica, o homem estava pronto para começar explorar o fundo do mar !!!

 

Nasce agora a "Era do Escafandro". Após as invenções anteriores, o escafandro ficou anos e anos sem sofrer modificações mais significativas, mas com o aumento da exploração submarina, começaram a aparecer os primeiros casos de Doença Descompressiva, que era compreendida por poucas pessoas e cada vez os casos se tornavam mais e mais graves. Em 1906 foi criado um comitê especial pela Marinha Inglesa para investigar o problema, e tinha como líder o professor John Scott Haldane, que foi o responsável pelo famosos "Modelo Haldaniano", fórmula de cálculos e tabelas de descompressão que são utilizados até hoje em alguns computadores de mergulho. Através de Haldane, foram desenvolvidos novos equipamentos e compressores, além de câmaras hiperbáricas e o conceito de descompressão em estágios.
Em 1916 estreou nos EUA o filme "20.000 Léguas Submarinas". Foi o primeiro contato do grande público com o mundo submarino... É isso mesmo, a versão de Julio Verne de 1954 na verdade é a segunda versão do clássico !!! Quase quarenta anos antes de Julio Verne, os irmãos Williamson utilizaram escafandros para produzir a primeira versão, com cenas jamais vistas antes !!! Mas era preciso "libertar" os mergulhadores, e a espera não foi muito longa. Em 1943 dois franceses finalmente cortaram definitivamente os umbilicais que mantinham os mergulhadores ligados a superfície. Costumo dizer que foi exatamente nesse momento da história que Jacques Yves Cousteau e Emile Gagnan inventaram todos nós, mergulhadores da era do Aqualung, nome dado ao primeiro equipamento autônomo de mergulho.
Durante algum tempo Cousteau tentou por diversas formas reduzir a pressão de ar dos cilindros a uma pressão ambiente, onde pudéssemos respirar com facilidade. Foi então que o seu sogro, diretor da Air Liquide indicou que ele falasse com o engenheiro Emile Gagnan, que estava trabalhando em uma válvula redutora de pressão para ser utilizada em veículos movidos a gás. Então Cousteau realizou um mergulho histórico no Rio Marne, nos arredores de Paris, e assim, de forma simples, o Aqualung foi desenvolvido!!! Pouco tempo depois já estava sendo produzido em série e exportado para todo o mundo.
Mas a contribuição de Cousteau não termina por aí. Durante 50 anos ele encantou o mundo com suas imagens submarinas, com seus documentários e sua luta incondicional pela defesa do meio ambiente, com certeza, é a maior lenda do mergulho. Logo abaixo segue o trecho final de um de seus textos...
"Quando vamos até o fundo do mar, descobrimos que alí jamais poderíamos viver sozinhos. Então levamos mais alguém. E esta pessoa, chamada de dupla, canga, companheiro ou simplesmente amigo, passa a ser importante para nós. Porque além de poder salvar nossa vida, passa a compartilhar tudo o que vimos, tudo o que sentimos. E de duplas, passamos a ter equipes. E estas equipes passam a ser cada vez mais unidas. E assim entendemos que somos todos velhos amigos, mesmo que não nos conheçamos. E esse elo que nos une é maior do que todos os outros que já encontramos. E isso faz de nós mais do que amigos, faz de nós mais do que irmãos. Faz de nós...
MERGULHADORES".

Modalidades de Mergulho.

Podemos dividir o mergulho em quatro Grupos, são eles:
1 - Mergulho Recreativo Turístico e de Lazer
2 - Mergulho Técnico
3 - Mergulho livre / Apnéia / Snorkeling
4 - Mergulho Profissional

Explicando um pouco cada grupo acima citado...


1 - Mergulho Recreativo Turístico e de Lazer

É o nome dado ao mergulho praticado pela maioria das pessoas que procuram a atividade e acabam tendo-a como hobbie. É limitado pela profundidade máxima de 40 metros, e dentro dos limites não descompressivos, ou seja, devem ser respeitados os limites das tabelas de mergulho, sendo proibido o planejamento e execução de mergulhos descompressivos.
Explicando a descompressão... Todo mergulho é limitado basicamente pelo cruzamento de duas informações básicas. São elas: profundidade e tempo de fundo. Quando mergulhamos uma parte do nitrogênio contido no ar comprimido dos nossos cilindros fica retido em nosso organismo. Quanto maior for a profundidade e o tempo de fundo, maior será a quantidade retida de nitrogênio. Quando voltamos à superfície e a pressão ambiente diminui, esse nitrogênio aumenta de volume, e deve ser eliminado naturalmente. Quando realizamos mergulhos descompressivos, o nitrogênio acumulado ultrapassa a quantidade máxima que podemos eliminar apenas retornando a superfície, exigindo que os mergulhadores façam paradas durante a subida para, de forma gradual, eliminar esse excesso de nitrogênio acumulado.
Dentro do Mergulho Recreativo existem vários tipos de cursos e especialidades, são eles:

- Open Water (Básico) é onde tudo começa. O mergulhador recém credenciado pode realizar mergulhos no mar, onde a profundidade máxima não ultrapasse o limite de 25m.
- Advanced Open Water (Avançado): neste curso o mergulhador tem a oportunidade de desenvolver outras habilidades aperfeiçoando suas técnicas e aprendendo a utilizar outros equipamento embaixo d'água. O curso Avançado é formado pelas especialidades a seguir: Mergulho de Praia e Embarcado; Mergulho Noturno; Orientação Natural e com Bússola; Mergulho em Altitude; Busca e Recuperação; Mergulho Multi Nível e Mergulho Profundo. O mergulhador avançado pode realizar mergulhos até 40m de profundidade mas ainda dentro dos limites não descompressivos

- ESPECIALIDADES
- Marine Life: permite que o mergulhador reconheça as espécies avistadas durante seus mergulhos
- Primeiros Socorros: treinamento sobre como resolver emergências em casos de acidentes, não só relacionados ao mergulho.
- Multi-Nível e Computadores: aumenta o conhecimento do mergulhador a respeito da doença descompressiva, cálculos e logaritmos das tabelas de mergulho e funcionamento dos computadores de mergulho.
- Equipamentos de Mergulho: explica a fundo o funcionamento dos equipamentos de mergulho, permitindo que os mergulhadores façam pequenos trabalhos de manutenção preventiva e corretiva, bem como pequenos reparos.
- Nitrox: trata-se de mergulhos com mistura gasosa modificada, onde aumenta-se a porcentagem de oxigênio na mistura, trazendo ao mergulhador diversos benefícios, e aumentando sensivelmente a segurança de seus mergulhos
- Resgate: talvez uma das melhores especialidades, ensina técnicas de resgate em casos de acidentes relacionados ao mergulho, e o mais importante, mostra as dificuldades desse tipo de atendimento, fazendo com que os mergulhadores trabalhem efetivamente nas formas de prevenção dos acidentes, tornando-os mais cuidadosos e atentos durante uma operação de mergulho.

Essas são as seis principais especialidades, além delas temos ainda: Foto e Vídeo Sub, Naufrágio, Mergulho com Teto...

Após a conclusão desses cursos o mergulhador pode ingressar na carreira profissional, seguindo a seqüência abaixo de cursos.

- Supervisor de Mergulho (Dive Máster)
- Assistente de Instrutor
- Instrutor
- Instrutor Especialista
- Instrutor Máster
- Instrutor Trainer


2 - Mergulho Técnico

É a modalidade de mergulho autônomo onde o mergulhador pode ultrapassar a profundidade de 40m e realizar mergulhos descompressivos.
Existem diversas especialidades e níveis de "dificuldade" dentro da modalidade, além do mergulhador utilizar outros gases na sua mistura, como o gás hélio. Por conta da complexidade tanto no planejamento, quanto na execução desses mergulhos, os treinamentos são intensos e geralmente demorados, uma vez que o praticante esta exposto a riscos bem maiores.


3 - Mergulho livre / Apnéia / Snorkeling

Como o próprio nome já diz, o mergulho livre é praticado apenas com a utilização de máscara, snorkel e nadadeiras, e é a modalidade mais popular do mergulho, mas para ir além e desfrutar com segurança a prática desta modalidade, sem dúvida é aconselhável que o praticante faça um curso de mergulho livre ou snorkeling.
Dentro da atividade existe o mergulho livre de competição, ou seja, mergulho em apnéia de alta performance, onde os praticantes testam seus limites tentando buscar recordes de profundidade e tempo sem respirar.
Atualmente, o recorde da categoria No Limits pertence a Patrick Musimu que atingiu a incrível marca de 209m de profundidade em um único fôlego !!! Mas vale a pena pesquisar a história e os grandes duelos que aconteceram na modalidade, Pipin Ferreras, Umberto Pelizari, Jaques Mayol, Enzo Maiorca, etc...

3 - Mergulho Profissional

Mergulhadores profissionais são treinados para realizar tarefas embaixo d'água, e são responsáveis por inúmeros trabalhos em emissários sub-aquáticos, plataformas de petróleo, recuperação de cargas e embarcações naufragadas, etc...
O treinamento é rígido e complexo, e o trabalho é duro, muito duro. Em certos casos o mergulhador chega a ficar dias e mais dias fazendo sua descompressão em câmaras secas, antes de poder sair e voltar para casa.

O que normalmente as pessoas buscam quando decidem fazer um curso de mergulho?

Depois de alguns anos trabalhando na formação de novos mergulhadores, dá pra perceber que a grande maioria das pessoas buscam uma atividade tranqüila, de contemplação e com uma certa dose de aventura.
É fato que, conhecer o fundo do mar faz parte do sonho de muitas, muitas pessoas, afinal de contas, quem nunca se imaginou respirando embaixo d'água ? A atividade desperta muita curiosidade e é impressionante como o assunto prende a atenção das pessoas e acaba cativando os ouvintes.
Certa vez, eu voltava de avião do Rio Grande do Sul, onde fui realizar um trabalho... Estava com uma camiseta de mergulho, e ao meu lado sentou-se uma criança de 9 anos, ela me perguntou se eu mergulhava...e ai o papo começou...só foi terminar aqui em Congonhas, com a sua mãe me pedindo desculpas pelas perguntas da filha...
Por conta disso, a curiosidade e a vontade de realizar um sonho de criança, acabam por incentivar as pessoas a tomarem a decisão e iniciarem seus cursos, e o que dizemos é o seguinte, não deixe o "bichinho do mergulho" te picar, se isso acontecer, você ficará viciado em mergulhar... É claro que é uma brincadeira, mas é muito pequeno o número de pessoas que fazem o curso e desaparecem do mapa, geralmente continuam na atividade e vão se especializando cada vez mais, investindo em treinamentos e aperfeiçoando suas técnicas.

Equipamentos de mergulho:

Investir em equipamentos não é fácil, mas se feito de forma coerente, com calma, e orientado por um profissional sério, acaba se tornando uma tarefa agradável, mais econômica e muito eficaz.
O ideal é comprar os equipamentos aos poucos, seguindo uma seqüência lógica e com muita pesquisa de preços. Acreditem, um equipamento qualquer, da mesma marca e do mesmo modelo, pode variar mais de 80% do seu preço em diferentes lojas. Portanto, é muito importante pesquisar !
Segue abaixo uma lista simples de equipamentos necessários para a prática do mergulho livre e autônomo:
Máscara - Snorkel - Nadadeiras - Cinto de lastro - Roupa de neoprene - Faca - Luvas - Colete equilibrador - Regulador completo - Computador de mergulho...

O importante é sempre contar com uma boa assessoria profissional, principalmente no começo, para escolher o equipamento que melhor se adapta as suas necessidades, o que na maioria das vezes não significa que você tenha que comprar o que há de mais caro no mercado.

O que o iniciante precisa ter:

Treinamento adequado. Sem dúvida nenhuma essa é a minha primeira recomendação. Deve-se procurar por profissionais realmente comprometidos com a atividade. Começando desta forma, com certeza o iniciante terá total assistência em seus treinamentos e na compra dos seus equipamentos.
Até mesmo para se fazer um mergulho livre de praia, é aconselhável que a pessoa passe por um treinamento de mergulho livre ou snorkeling, pois assim poderá aproveitar melhor seus mergulhos, sem contar que a segurança e o conforto que o treinamento adequado proporciona, fará muita diferença.
Portanto, na minha opinião, treinamento é a palavra chave da atividade de mergulho, seja ele livre ou autônomo.


Pontos de mergulho:

Dá para imaginar que em um país com mais de 8000km de costa banhada pelo Atlântico, o que não falta é lugar para mergulhar... E é verdade, existe uma infinidade de locais onde a pratica do mergulho é viável.
Falando apenas do litoral de São Paulo, começamos pelo Parque Marinho da Laje de Santos, subindo por todo litoral norte, Ilhabela, um dos melhores lugares para a prática do mergulho livre, e terminando em Ubatuba...
Depois temos Parati e Angra dos Reis locais calmos e com pouca profundidade, ideais para aulas de mar. Além de Angra e Parati o Rio de Janeiro tem outros pontos de mergulho interessantes como as Ilhas Cagarras.
Subindo o litoral podemos mergulhar em Recife, Natal, Abrolhos, entre outros... Até chegarmos ao grande ponto de mergulho Brasil, e do mundo... Fernando de Noronha, com seus inúmeros pontos de mergulho, e considerados por muitos o melhor lugar para a prática da atividade.
Resumindo, somos extremamente privilegiados por morar em um país como o Brasil, pelo menos para se mergulhar.


Considerações finais:

Na maioria das vezes, o que nós profissionais ouvimos de nossos alunos, é que eles acabaram de realizar um sonho antigo, um sonho de infância. Respirar debaixo d'água, realizar por lá grande parte das coisas que realizamos aqui em cima. Por conta disso a atividade é extremamente fascinante, cativa a todos que chegam e passam por um bom treinamento.
A recomendação é: Pesquise, pesquise, pesquise, procure por bons profissionais, independente de rótulos de certificadoras ou escolas de mergulho.
Cuidado com os picaretas! Eles existem no mergulho assim como existem em qualquer nicho de mercado onde o dinheiro esteja envolvido.
Invista em equipamentos de qualidade e em treinamentos com profissionais competentes e realmente comprometidos com a atividade.
E por fim, curta, aprecie, preserve o mar e o meio ambiente, saiba entender a agressividade de um tubarão assim como apreciar a graciosidade de um golfinho nadando a frente do barco.
Respeite os limites, seus e de quem esta a sua volta, tenha em mente que tudo tem seu tempo, não se precipite em fazer cursos e mais cursos, lembre-se sempre, a diferença entre um mergulhador totalmente adaptado à atividade e um outro pouco a vontade na água, na maioria das vezes esta na quantidade de mergulhos, na quantidade de experiências.
Desde já me coloco a disposição de todos, meus contatos encontram-se no inicio do texto.

Sejam todos bem vindos a bordo !
Águas claras, mar calmo e ótimos mergulhos a todos.

André Gusson
Instrutor PDIC #15523
Desenhista Industrial.
Instrutor de Mergulho.
Administrador do Grupo de Mergulho Immersioni.
Trabalhando na formação de novos mergulhadores desde 2002.
11 - 9880 9491
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www.immersioni.com.br

Referências biográficas: Pedro Paulo Cunha, sobre a história do mergulho. Matérias publicadas no site www.pdic.com.br