Oct 23

Sobre o Montanhismo

A história do montanhismo no Brasil
por Carol dEssen

Saiba como surgiu a prática do montanhismo no país

As primeiras ascensões às nossas culminâncias certamente ocorreram durante o período das explorações territoriais empreendidas pelos bandeirantes, cujo começo se deu no século 17. Entretanto, foi somente no século 19 que se iniciaram os primeiros registros de subidas em montanhas. Tais empreendimentos eram motivados por interesses vários, entre eles o pioneirismo, a pesquisa e os levantamentos topográficos. Na primeira metade do século 19 já se registravam subidas à Pedra da Gávea e às elevações da Serra da Carioca e Maciço da Tijuca, realizadas principalmente por ruralistas do ciclo do café.
A seguir, mas ainda de maneira incipiente, ocorreram ascensões importantes, como a de parte das Agulhas Negras em 1856, por José Franklin Massena, e a do Pão de Açúcar em 1817, esta última, ao que se sabe, feita por cidadãos estrangeiros, que utilizaram a via atualmente conhecida como Costão. Conta-se inclusive que a presença de uma bandeira de outro país tremulando no cume do penhasco teria ferido os brios dos alunos da antiga Escola Militar da Praia Vermelha, que, em sinal de protesto, repetiram a façanha, hasteando no local o pavilhão nacional.

Em agosto de 1879, um grupo de paranaenses realizou uma das escaladas pioneiras em nosso país, fruta da atração que tinham pelos prazeres da aventura e belezas naturais da região onde moravam. O responsável pela excursão chamava-se Joaquim Olímpio de Miranda, que, liderando o grupo, ascendeu ao pico mais elevado do conjunto da Serra do Marumbi. Formaram, com certeza, a primeira equipe de montanhistas do Brasil, com uma escalada bem planejada e em moldes esportivos. Como justa homenagem, o pico foi chamado Monte Olimpo, denominação derivada do nome do líder da equipe. Passado um ano, outra ascensão foi realizada nessa mesma montanha, tendo Olímpio novamente conduzido a escalada.

Antes do término do século, as Agulhas Negras ( 2.787 metros ) - que ainda eram consideradas como o ponto de maior altitude do Brasil - continuavam sendo palco de algumas investidas. A mais significativa ocorreu em abril de 1898, e teve como protagonistas os cidadãos Horácio de Carvalho e José Frederico Borba. Mas, segundo se deduz dos registros da crônica jornalística, essas primeiras escaladas às Agulhas não chegaram a atingir o bloco de maior elevação do conjunto. O topo propriamente dito - local onde hoje existe uma urna com o livro de cume - só foi alcançado alguns anos mais tarde.

A conquista do Dedo de Deus - O verdadeiro desafio que se apresentava na virada do século só foi vencido no início da sua segunda década: o Pico do Dedo de Deus ( 1.675 metros ), situado na Serra dos Órgãos, próximo a Teresópolis. Há muito considerado como inatingível, pois derrotara várias levas de veteranos montanhistas estrangeiros, acabou sendo conquistado por alguns teresopolitanos que, embora aficcionados das atividades ligadas à natureza, não tinham grande experiência em escalada. Eram eles: o ferreiro José Teixeira Guimarães, o caçador Raul Carneiro e os irmãos Acácio, Alexandre e Américo Oliveira. Contaram também com a preciosa colaboração do menino João Rodrigues de Lima, que percorria diariamente a longa subida até a base da escalada, levando comida para o grupo.

1º Clube no Brasil - Em 1° de novembro de 1919, fundava-se na cidade do Rio de Janeiro o primeiro clube de montanhismo do nosso país: o Centro Excursionista Brasileiro, fruto da iniciativa de uns poucos pioneiros. Como montanha-símbolo do CEB, foi escolhido o Pico do Dedo de Deus, que desde então figura no centro do seu emblema. Logo nos primeiros anos de existência, o clube já realizava inúmeras excursões, difundindo a nova atividade e congregando um crescente número de adeptos. Importantes conquistas foram feitas por seus associados, não só no município do Rio de Janeiro, mas também nas serras de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, até então pouco freqüentadas. Foi o CEB que iniciou, em 1926, a primeira publicação destinada à divulgação do excursionismo - o Excursionista - depois transformada em boletim interno.

Na década de 30, o CEB conquistava montanhas como a Pedra de São João, Pico da Glória, Escalavrado, Dois Irmãos de Jacarepaguá, Nariz do Frade, Pico do Papagaio da Ilha Grande, Garrafão, Dedo de Nossa Senhora, Morro da Pipoca, Pico Menor de Friburgo, Cabeça de Peixe, Segundo e Terceiro Dedinhos, etc., além de realizar a primeira Travessia Petrópolis x Teresópolis.

Nos anos 40, vencia o Morro dos Cabritos (Vale dos Frades), Coroa do Frade, Agulha do Diabo, Pico Grande de Magé, Três Marias, Nariz da Freira, Pico do Eco, Agulha das Duas Vertentes, Castelos do Tinguá, Pico do Diabo (Tinguá), Agulha do Itacolomi, Frade de Angra dos Reis, Corcovado de Friburgo, Bico Menor do Vale da Sebastiana, etc., bem como hoje a tradicional Face Leste do Dedo de Deus. Em 1944, criava a primeira Escola de Guias do Brasil.

As primeiras décadas - Certamente pelos sucessos do CEB, outros clubes passaram a se formar a partir dos anos 30, contribuindo para aumentar o número de montanhas e vias conquistadas, com um simultâneo aprimoramento das técnicas empregadas. Picos como o Itabira e a Pedra da Freira, ambos no Espírito Santo, o Pico Maior de Friburgo e a Chaminé Rio de Janeiro, esta situada na vertente sul do Corcovado - todos conquistados pelo Centro Excursionista Rio de Janeiro (CERJ) na segunda metade da década de 40 - são belos exemplos de um período notabilizado pelas grandes ascensões do escalador Sílvio Mendes.

Em 1949, o Clube Excursionista Carioca (CEC), alcançava o Pico do Frade de Macaé e, no ano seguinte, a Pedra do Peito de Pomba, no mesmo município. Na década de 50, o montanhismo brasileiro começou a ganhar projeção no exterior. O CEC empreendeu algumas expedições no continente sul-americano, trazendo as conquistas do Pico La Torre (Bolívia), Cerro São Paulo e Pico Brasil (ambos nos Andes Argentinos), além de uma ascensão ao Aconcágua; em 1957, duas montanhistas do CERJ conquistaram o Pico do Rio de Janeiro, também situado nos Andes Argentinos.

Ainda neste período, o CEB ampliava suas vitórias, atuando nos mais diferente locais: Cabeça de Cão (Serra dos Órgãos), Pico das Três Orelhas (Mangaratiba), Pedra do Picu (Itamonte) , Pico da Torre ou do Cone (Itatiaia), Pedra Selada (Visconde de Mauá), Morro dos Macacos (Maricá), Pedra Lisa (Campos), Pedra Azul (ES), Monte Belo (Tinguá), Pedra Manoel de Moraes (Trajano de Moraes) e Ponto Médio de Mimoso do Sul (ES).

Em paralelo, CEC empreendia conquistas como as da Chaminé Gallotti (Pão de Açúcar), Agulha Guarischi (Niterói), Pedra Bicuda Grande (Macaé), Pontões de Afonso Cláudio (ES) e Chaminé Cachoeiro (segunda e mais difícil via de escalada da Pedra do Itabira, em Cachoeiro - ES), enquanto o CERJ conquistava, entre outras, o Chaminé Brasília (Colatina - ES).

Últimas décadas - A partir do início dos anos 60, centenas de vias de escalada e caminhada foram - e continuam sendo - sucessivamente colocadas à disposição dos montanhistas para a ascensão de montanhas novas ou já conquistadas.

Esse amplo leque de opções que se abriu - impossível de ser aqui enumerado - deve-se, na sua quase totalidade, ao trabalho incessante dos clubes excursionistas do nosso Estado. Cumpre lembrar que, em 1962, extinguiu-se a União Brasileira de Excursionismo, criada em 1944 para congregar os clubes do país, mas que se mostrara incapaz de cumprir seus objetivos iniciais.

Da mesma forma, a Federação Carioca de Montanhismo, fundada em 1968, veio a ser dissolvida na década de 80. Com relação aos clubes, nem todos prosperaram, e, com o passar dos anos, vários acabaram fechados ou incorporados a outros. Nenhum desses fatos, porém, impediu que o Estado do Rio de Janeiro, representado pelos clubes que subsistiram, se firmasse cada vez mais como pólo irradiador do montanhismo no nosso país. muito contribuiu para tal evolução a favorável topografia fluminense, que apresenta uma gama enorme de importante maciços, vários deles situados no perímetro urbano e nos arredores de diversas cidades ou em locais de acesso relativamente fácil.

Hoje, há cinco Centros Excursionistas na cidade do Rio de Janeiro: o Brasileiro, o Rio de Janeiro, o Carioca, o Light, e o Guanabara. Em outras cidades do Estado, há o Petropolitano (Petrópolis), o Grupo Excursionista Agulhas Negras (Resende), o Serra dos Órgãos (Teresópolis), o Friburguense (Nova Friburgo) e o Parati (Parati). Em outros Estados , o montanhismo também mostrou e mostra uma vitalidade impressionante, sendo bastante difundido e praticado por grande número de entidades e grupos, seja em caráter amador ou profissional.

Podemos citar, em São Paulo , o C.E.Universitário e o Clube Alpino Paulista, tendo este último contribuído com importantes conquistas nos Andes, fruto da sua intensa atividade em alta montanha. No Paraná, historicamente o Círculo dos Marumbinistas de Curitiba e mais recentemente o Clube Paranaense de Montanhismo são entidades que muito contribuíram para o desenvolvimento do esporte, agregando muitos montanhistas com intensa atividade.

Constante também tem sido o desenvolvimento dos materiais e equipamentos oferecidos pelos fabricantes, acompanhando a evolução da técnica e as exigências do público consumidor. Tais fatores, aliados à crescente procura pela natureza, têm contribuído para ampliar o contigente de participantes da comunidade montanhística nacional. A partir da década de 80, um bom número de montanhistas - profissionais ou amadores - empreenderam importantes ascensões no Brasil e no exterior. Em 14 de maio de 1995 o Brasil chegava pela primeira vez ao cume do Monte Everest (8.848m) com Mozart Catão e Waldemar Niclevicz.

Em 1998, Eliseu Frechou e Márcio Bruno escalaram o big wall ‘Plastic Surgery Disaster', em Yosemite (EUA), o primeiro big wall graduado em A5 repetido por uma cordada brasileira. A grande evolução técnica da escalada em rocha no país neste período pode ser exemplificada pela intensa e importante atividade dos escaladores Alexandre Portela e Sérgio Tartari, que empreenderam inúmeras conquistas e ascensões técnicas em paredes principalmente no Brasil e na Patagônia (Argentina). A conquista em 1987 do big wall Terra de Gigantes (A4+) na Pedra do Sino (RJ) e as inúmeras conquistas em Salinas (Friburgo – RJ) foram marcos dessa atuação

Para quem quer começar no montanhismo, a melhor maneira é procurar informações e cursos em clubes e instituições voltados ao esporte. Confira abaixo a descrição do curso básico de montanhismo do CAP (Clube Alpino Paulista) e saiba quais são as primeiras informações que você deverá receber e as práticas necessárias para iniciar no montanhismo. Caso você não seja de São Paulo, clique aqui e conheça clubes e instituições de outros estados. Só não se esqueça: o montanhismo é um esporte de risco e pular etapas de aprendizado pode ser fatal.

Muitas vezes ouvimos histórias fantásticas de conhecidos ou até mesmo de desconhecidos sobre aventuras fascinantes nas montanhas. Ou então lemos algum livro, vamos ao cinema e vemos aqueles homens corajosos enfrentando montanhas e paredões imponentes. E aí vem a pergunta: por que diabos alguém resolve deixar o conforto para trás e ir para lugares inóspitos, passar frio, comer mal e desafiara seu próprio limite? Certamente algo de muito recompensador deve existir por trás disso tudo. E existe.

Para entender essa filosofia de vida, nada melhor do que adota-la. Antes disso, porém, é preciso ter consciência de que o montanhismo é um esporte como outro qualquer, ou seja, tem seus risco e o principal: precisa de orientação.

Uma ótima opção para começar a se aventurar é fazer um curso básico de montanhismo. Ele oferece duas vantagens: te introduz ao esporte e apresenta pessoas com mesmo interesse que o seu.

O curso do Clube Alpino Paulista (CAP) é uma boa alternativa. São quatro aulas teóricas e quatro aulas práticas, intercaladas. Por exemplo, você tem sua aula teórica durante a semana e no fim de semana seguinte viaja, e coloca em prática tudo que aprendeu. As viagens são para PETAR, Visual das Águas, Campos do Jordão e Itatiaia.
Conheça nos links abaixo, um pouco do que é ensinado nestes cursos.

FONTE

CEB - Centro Excursionista Brasileiro
http://www.ceb.org.br

 

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Como é um curso básico
por Carol dEssen

1ª parte: equipamentos básicos para o montanhismo

Na primeira aula do curso são apresentados aos alunos os equipamentos básicos de montanhismo: mochilas, saco de dormir, isolante, lanterna, fogareiro, cantil, etc.Cada equipamento tem uma explicação detalhada sobre sua história, o material de que é feito, como se utilizar e até como guarda-lo.

· Mochilas
Independente do tamanho e da função as mochilas são geralmente feitas de materiais como cordura, nylon e/ou poliéster. Apesar dos diferentes modelos presentes no mercado atualmente, as mochilas podem ser divididas em dois grupos principais: de ataque e cargueira. As mochilas de ataque comportam até 50 L e normalmente são usadas para caminhadas de um dia. As cargueiras carregam até 115L e são usadas para travessias de vários dias.

Qualquer que seja a mochila não é aconselhável carregar mais que 10% do seu peso. Todo conteúdo em seu interior deve ser ensacado no caso de eventuais chuvas, pois as mochilas atuais ainda não são completamente impermeáveis.

· Sacos de dormir e isolantes térmicos
Dormir bem quando se está fazendo uma travessia é simplesmente essencial. Para isso é preciso saber escolher muito bem tanto o saco de dormir quanto o isolante.
Os saco de dormir agüentam as mais variadas temperaturas. Os feitos com pena de ganso, por exemplo, aquecem muito, chegando a suportar temperaturas negativas. Os de algodão não esquentam tanto, mas também são muito eficientes. Um detalhe importante é verificar se a costura do saco é selada. Sendo assim, evita a entrada de água e ar. Muitos sacos de dormir são feitos de rip stop, um tecido quadriculado que evita que um rasgo ou furinho se transforme em um enorme buraco.

Os isolantes térmicos são fundamentais em um acampamento. São eles que o isolam da umidade do chão que passa pela barraca. Os dois tipos mais conhecidos são os de borracha e os de ar.

· Lanternas
As melhores lanternas para quem caminha são as headlamps, (lanternas de cabeça), pois permite ao usuário ficar com as mãos livres. Dentro da categoria headlamp, existe o modelo artic, que são aquelas que trazem as pilhas da lanterna junto ao corpo.

· Cantil
Os convencionais geralmente funcionam como as garrafas térmicas, conservando a temperatura do líquido. Uma inovação é o camell bag. É uma espécie de sacola de água que pode ser colocada dentro da mochila e tem uma mangueirinha que fica do lado de fora da mochila, evitando assim, que o caminhante tenha que tirar o cantil da mochila toda vez que quiser beber água. Outro “cantil” que é muito utilizado é a garrafa pet (dois litros) de refrigerante


2ª parte: a escalada

Nó de fiel: fixando a corda à ancoragem
Foto: Carol d'Essen

Mosquetão: equipamento é fundamental para segurança
Foto: Carol d'Essen

Nó de pescador: aprenda a unir duas pontas
Foto: Carol d'Essen

A segunda aula é dedicada a escalada. São apresentados os equipamentos, os nós e o vocabulário usado na rocha.

Equipamentos de escalada:

· Mosquetão: um dos principais e mais importante equipamentos de escalada. É uma espécie de argola feita de liga especial de alumínio e alguns são feitos de aço. São usados para praticamente tudo: segurança, clipagem, para prender equipamentos, etc. OS principais modelos são: oval e o pêra com ou sem trava.

· Freios: equipamento básico de segurança. Os três modelos mais usados hoje em dia são o oito, o ATC e o gri-gri. O Oito, como já diz o nome tem o formato de oito. São simples e eficientes, entretanto são pesados e torcem a corda, diminuindo sua vida útil. O ATC (Air Traffic Controller) é mais leve e não torce a corda. O gri-gri funciona como a trava dos cintos de segurança dos carros: se a corda levar um tranco ele trava automaticamente.

· Costuras: geralmente usado por quem guia a via. São dois mosquetões com o gatilho curvo unidos por uma fita.

· Fitas: As fitas tubulares, feitas de nylon, são usadas como segurança, para equalizar ancoragens e como extensão entre o grampo e o mosquetão.Tem geralmente 20 mm de largura e até 1m20cm de comprimento.

· Cadeirinha: É parte do sistema de segurança. Formada por um cinturão largo e com uma fivela, juntamente com uma fita com duas laçadas para as pernas.

· Corda: É seu elo com a rocha. Os dois tipos básicos são: a estática e a dinâmica. As estáticas são praticamente inelásticas, usadas como cabos fixos. Já as dinâmicas são elásticas, característica que amortece quedas na montanha. São as mais usadas pelos escaladores.

Nós:

· Oito duplo: O oito duplo é um nó que não escorrega e pode ser usado no meio ou na ponta da corda

· Fiel: É um nó indicado para fixar a corda à ancoragem. Não é aconselhável amarrar alguém pela cintura por este nós, pois ele é estrangulante.

· UIAA: este nó é muito utilizado na prática do rapel, quando o escalador se vê sem outra alternativa, como os freios.

· Prussic: O prussic é um nó blocante, ou seja, serve para travar. Na ausência de tração ele desliza sobre a outra corda, mas ao ser tracionado trava.

· Pescador: Serve para unir duas pontas de corda com segurança.


3ª parte: orientação

Na terceira aula são repassados os conceitos de escalada e é feita uma pequena revisão do que foi aprendido, com direito a chamada oral e tudo mais.
O principal tema abordado na aula é orientação. São apresentados ao grupo a bússola e o GPS.

· Bússola: Inventada pelos antigos chineses, a bússola é composta por uma agulha magnética montada sobre um suporte adequado na horizontal de modo que possa girar. Serve para orientação, para encontrar a direção do Norte. Tem a vantagem sobre o GPS de ser bem mais em conta.

· GPS: O termo GPS quer dizer Global Positioning System. O GPS é um aparelho que recebe os sinais enviados por satélite e, a partir do tempo que demora para a chegada desses sinais, determina onde a pessoa ou aquele lugar que ela busca está.


4ª parte: a experiência

Na quarta e última aula os profissionais da área dão uma palestra para os alunos. Contam suas experiências boas e ruins e aconselham os principiantes. Temas como respeito e companheirismo são os mais abordados.

“É na montanha, nas situações de limite, que conhecemos nossos verdadeiros amigos”, declara Davi Henrique, instrutor do grupo.
Para finalizar todos recebem um certificado comprovando a presença no curso e não é raro ouvir alguém dizer: “Bom, onde vamos escalar no próximo fim de semana?”.

 

 

Carol dEssen
Centro Excurcionista Brasileiro - http://www.ceb.org.br
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