Oct 23

Lesões no Montanhismo

Saiba mais sobre as Lesões ortopédicas que ocorrem com escaladores e montanhistas e previna-se.

Mãos e punhos

Técnicas de escalada empregadas no Montanhismo exigem integridade dos tendões flexores das pequenas articulações interfalangeanas,metacarpofalaneganas e ligamentos das mãos para suportar forças tênseis. Havendo desequilíbrio pondo-estatural, lesões a estas estruturas são inevitáveis. Podem haver rupturas tendíneas e ligamentares, além da inflamação articular por esforço repetitivo, a sinovite.

Uma estrutura nobre localizada como uma almofada na base das articulações interfalangeanas lesada nesta modalidade é a placa volar. Sua lesão pode levar a dores, instbilidade e crepitações.

A compressão cíclica e mantida dos dedos, ao agarrar rochas pode levar a uma proliferação celular fibrosa nos dedos e compressão dos nervos digitais,as neurites com perda de sensibilidade e anestesia.

A tração excessiva pode também pode desencadear reação inflamatória degenerativa dos tendões, principalmente pelo “acotovelamento” ao passar por retináculos, estruturas que os “seguram” em suas posições.

 

O tratamento destas lesões envolvem cirurgias reconstrutivas de tendões e túneis osteo-fibrosos e liberação cirúrgica nervosa nos casos de neurite. A fisioterapia e a terapia ocupacional são necessários para ganho de movimento. A melhoria pondo-estatural e das técnicas verticais são imprecindíveis para que não hajam recorrências.

Ombros

Subir uma rocha solicita graus extremos de movimento do ombro e torque rotatório, muitas vezes jogando todo o peso do corpo nesta articulação e transmitindo o movimento.

Lesões micro traumáticas incluem a Síndrome do Impacto , uma tendinopatia degenerativa que, em estágios mais avançados, pode levar à ruptura dos tendões componentes do manguito rotador e, conseqüente perda de função e Síndrome do braço morto (Dead arm syndrome) , na qual, o afrouxamento contínuo da cápsula da articulação do ombro causa instabilidade, ou seja, ocorrem movimentos “anormais” do úmero contra a glenóide, com dor súbita e descrita como lascinante, fazendo com que o braço do atleta caia, perdendo temporariamente sua função.

Lesão traumática aguda comum é a luxação gleno-umeral aguda. Ocorre quando o ombro é submetido a forças externas de abdução e rotação externa, fazendo com que elementos estabilizadores, como cápsula e ligamentos tornem-se frouxos e insuficientes e que a cabeça do úmero se desloque para frente e para fora, muitas vezes com episódios de recorrência. Pode acontecer, por exemplo, numa queda de altura. Instintivamente, o atleta leva a mão ao solo para se proteger. Em uma fase aguda,a redução, ou seja, a recolocação da cabeça umeral em seu lugar é suficiente para restabelecer a congruência. Em uma fase crônica de vários episódios de luxação, muitas vezes a cirurgia é necessária para o retensionamento capsulo-ligamentar.

 

Coluna Vertebral

Assim como em outras modalidades, na qual a contratura em flexo da coluna vertebral e movimentos rotacionais são solicitados, o desconforto e a contratura muscular podem fazer parte da lombalgia-mecanoposturais

E, mais raramente daslesões disco-ligamentares.

 

Joelho

Pelo fato da modalidade exigir caminhada em terreno irregular, por vezes com grandes uphill e downhill , o joelho é submetido a grande estresse, sendo usado em elevados angulos de flexão. O musculo Quadríceps, ou anterior da Coxa é extremamente utilizado tanto para a extensão do Joelho ao subir em uma pedra, quanto por sua ação frenadora para desce-la. Qualquer predisposição poderá levar às síndromes femoropatelares e Síndrome da Banda Ileotibial , uma inflamação na região lateral do joelho causado pelo atrito excessivo e repetitivo de uma estrutura fibrosa, a Fáscia lata contra uma proeminência óssea, o Epicôndilo femoral lateral. Menos comum, porém possíveis as lesões menisco-ligamentares do joelho.

 

Quadril

Comum bursite trocantérica , inflamação por atrito excessivo da Fáscia lata contra o Grande Trocânter, causando aumento de líquido e dor na bursa trocantérica. A queda da própria altura pode desencadear contusões e hematomas em região glútea e fraturas do cóccige.

Pés

O contato constante com água e a fricção com o calçado durante a marcha podem desencadear as famosas "bolhas", que nada mais são que um mecanismo do organismo de impedir a progressão da descamação da epiderme. Para que isso seja evitado, deve-se ter tênis de tamanho apropriado e proteger áreas suscetíveis com bandagens e esparadrapos.
Unhas também costumam ser lesadas, principalmente quando estão muito grandes e/ou o calçado está muito apertado. É comum o praticante observar hematomas subungueais (em baixo da unha). Portanto, mais uma vez, o tênis deve ser de tamanho apropriado e unhas muito bem aparadas um dia antes do esporte.
Uma condição mais rara, porém mais grave inclui o chamado"frostbite", lesão desencadeada em ambiente frio, onde a vasoconstricção aguda pode causar isquemia (tecido sobre por falta de aporte de sangue) com probabilidade de necrose e morte tecidual. O tratamento imediato inclui aquecimento imediato,curativos com creme hidratante ou soro fisiológico e proteção com gases ou Rayon.

Músculos

Escalar, conforme descrito acima, exige graus extremos de flexão e extensão das articulações. O alongamento muscular, a contração concêntrica, excêntrica e o funcionamento de grupos musculares antagônicos deve ser harmônica. Qualquer defcit pode levar ao estiramento muscular, com ou sem rupturas,cãibras e fadiga excessiva. A prevenção, novamente inclui a melhoria do condicionamento físico, melhor alongamento e fortalecimento.


Outras lesões

Queimadura solar

O primeiro formigamento ou rubor é um sinal para abandonar rapidamente a exposição ao sol. As compressas de água corrente gelada podem aliviar as áreas avermelhadas, assim como as loções ou pomadas sem anestésicos ou perfumes que possam irritar ou sensibilizar a pele.

Os comprimidos de corticosteróides podem ajudar a aliviar a inflamação e a dor em poucas horas. A pele queimada pelo sol começa a curar espontaneamente em poucos dias, mas a cura completa pode levar semanas. As queimaduras solares nas pernas, sobretudo das canelas, tendem a ser particularmente desconfortáveis e a sua cura é lenta. As áreas da pele raramente expostas à luz solar podem sofrer queimaduras graves por possuírem pouco pigmento. Essas áreas incluem aquelas normalmente cobertas pelas roupas de banho, o dorso do pé e o pulso, o qual é normalmente protegido por um relógio.

A pele lesada pelo sol torna-se uma barreira deficiente contra a infecção e, quando esta ocorre, pode retardar a cura. O médico pode determinar a gravidade da infecção e, quando necessário, prescrever antibióticos. Após a pele queimada descascar, as novas camadas expostas ao sol são finas e muito sensíveis à sua radiação. Essas áreas podem permanecer extremamente sensíveis durante várias semanas.


Picada por insetos

Apesar da picada de alguns insetos e aranhas ser muito doloroso e deixar o local da picada com inchaço, sangramento e dor, a maioria delas são auto-resolutivas e não deixam seqüelas. O grande problema está nas pessoas alérgicas ao veneno. O resultado disso é a chamada reação anafilática, que pode levar ao choque, com falência múltipla dos órgãos, se não tratada a tempo. Os sinais de alerta são :

- Inchaço severo de todo o corpo e/ou da face, língua e lábios;
- Fraqueza, tontura;
- Dificuldade para respirar ou engolir;
- Obstrução das vias aéreas ou choque com queda de pressão;


Antes de iniciar o o montanhismo ou o trekking, verifique se a equipe possui o kit de emergência que contenha: Adrenalina (medicamento conhecido por epinefrina e que tem a capacidade de abortar as reações corporais desencadeadas por uma picada), além de seringa e agulha para aplicação Um anti-histamínico Um inalador que contenha adrenalina Uma folha de instruções orientando a forma correta de utilização do kit Esse kit deve ser recomendado pelo seu médico. Você deve também portar uma tarjeta de identificação - ALERTA MÉDICO - que informe rapidamente as outras pessoas sobre sua alergia por picada de insetos. Pessoas com antecedente de reações alérgicas a picada de abelhas ou vespas devem pedir orientação médica sobre a necessidade de vacinas antiarlégicas .

Pergunte à equipe sobre os hospitais da região. Se há equipe médica preparada e orientada sobre estas possíveis emergências.


Doença da Altitude Elevada (Mal de montanha)

A doença da altitude elevada (mal de montanha) é um distúrbio causado pela falta de oxigênio em altitudes elevadas. O distúrbio pode ter várias formas, primeiro uma forma dominante e, em seguida, uma outra forma.

À medida que a altitude aumenta, a pressão atmosférica diminui e menos moléculas de oxigênio estão disponíveis no ar mais rarefeito. Esta diminuição do oxigênio disponível afeta o corpo de muitas maneiras: a freqüência e a profundidade da respiração aumentam, alterando o equilíbrio entre gases nos pulmões e no sangue, aumentando a alcalinidade do sangue e alterando a distribuição de sais (p.ex., potássio e sódio) nas células. Como conseqüência, a água é distribuída de modo diferente entre o sangue e os tecidos. Essas alterações são a principal causa da doença da altitude elevada. Nas altitudes elevadas, o sangue contém menos oxigênio, produzindo uma coloração azulada da pele, lábios e unhas (cianose). Ao longo de algumas poucas semanas, o organismo responde produzindo mais eritrócitos (hemácias, glóbulos vermelhos) para transportar mais oxigênio até os tecidos.

Os efeitos da altitude elevada dependem de quão alto e de quão rápido a pessoa sobe. São poucos os efeitos perceptíveis abaixo de 2.200 metros , mas eles são comuns acima de 2.800 metros após uma ascenção rápida. A maioria das pessoas ajusta-se (aclimatação) a altitudes de até 3.000 metros em poucos dias, mas a aclimatação a altitudes mais elevadas pode levar muitos dias ou semanas.


Sintomas

A doença da altitude elevada aguda manifesta-se em muitas pessoas que vivem ao nível do mar quando elas ascendem a uma altitude moderada ( 2.400 metros ) em 1 ou 2 dias. Elas apresentam falta de ar, aumento da freqüência cardíaca e cansaço fácil. Aproximadamente 20% delas também apresentam cefaléia (dor de cabeça), náusea ou vômito e distúrbios do sono. A maioria melhora em poucos dias. Este distúrbio benigno, que raramente não passa de uma sensação desagradável, é mais comum em pessoas jovens que entre as mais velhas.

O edema pulmonar da altitude elevada, um distúrbio mais grave em que ocorre um acúmulo de líquido nos pulmões, pode ocorrer posteriormente à doença da altitude elevada aguda. O risco de edema pulmonar da altitude elevada é um pouco maior nas pessoas que vivem em altitudes elevadas, sobretudo crianças, quando elas retornam à altitude elevada após passarem de 7 a 10 dias ao nível do mar. As pessoas que já apresentaram um episódio prévio apresentam uma maior probabilidade de apresentar um outro, e mesmo uma infecção respiratória leve (p.ex., resfriado comum) parece aumentar o risco. O edema pulmonar da altitude elevada é muito mais comum em homens que em mulheres. Habitualmente , ele ocorre de 24 a 96 horas após a ascenção até a subida e é incomum abaixo dos 2.700 metros .

A dificuldade respiratória é mais grave no edema pulmonar das altitudes elevadas do que na doença da altitude elevada aguda. Mesmo um esforço discreto causa falta de ar. A tosse é comum, sendo seca e irritativa no início e, posteriormente, produtiva. Uma grande quantidade de escarro, freqüentemente róseo ou inclusive sanguinolento, pode ser expectorado. O edema pulmonar da altitude elevada pode piorar rapidamente e em poucas horas evoluir de uma doença moderada para uma potencialmente letal.

O edema cerebral da altitude elevada, a forma mais grave da doença da altitude elevada, pode ocorrer espontaneamente nas 24 a 96 horas que sucedem a chegada a uma grande altitude, ou pode ser precedido pela doença da altitude elevada aguda ou pelo edema pulmonar da altitude elevada. No edema cerebral da altitude elevada, ocorre um acúmulo de líquido no interior do cérebro. Um sinal de alarme precoce é a ataxia (dificuldade de andar), que pode ser acompanhada por movimentos desajeitados dos dedos ou das mãos. A cefaléia é mais intensa que a da doença da altitude elevada aguda. Um pouco mais tarde, a pessoa pode ter alucinações, mas, freqüentemente, elas não são reconhecidas como tais. Quanto maior a altitude, maior o comprometimento da capacidade de julgamento e da percepção. Os sintomas podem ser semelhantes aos produzidos pelo consumo de álcool. O edema cerebral da altitude elevada pode evoluir em poucas horas de um distúrbio leve para um potencialmente letal. Uma pessoa com suspeita de apresentar edema cerebral da altitude elevada deve ser transferida imediatamente para um local mais baixo.

O edema da altitude (inchaço das mãos e pés e, ao despertar, da face) freqüentemente ocorre em excursionistas, alpinistas e esquiadores. Em parte, o edema da altitude é causado pela alteração da distribuição dos sais que ocorre no organismo em altitudes elevadas, mas o esforço extenuante produz alterações na distribuição dos sais e água mesmo ao nível do mar.

A hemorragia retineana da altitude elevada (pequenos focos de sangramento da retina na parte posterior do olho) pode ocorrer após a ascenção, inclusive até uma altitude moderada. Esta condição raramente produz sintomas e desaparece espontaneamente, exceto nos raros casos em que a hemorragia ocorre na parte do olho responsável pela visão central (a mácula). Neste caso, um pequeno ponto cego é perceptível. Raramente, ocorre borramento da visão ou inclusive cegueira em um ou em ambos os olhos. Aparentemente, esses episódios são uma forma de enxaqueca e desaparecem imediatamente após a descida.

A doença da altitude elevada subaguda é um distúrbio incomum que foi descrito em crianças chinesas nascidas ou levadas para locais de altitude moderada e em soldados acantonados em altitudes superiores a 6.000 metros durante muitas semanas ou meses. Este distúrbio é causado pela insuficiência cardíaca, resultando em um grande acúmulo de líquido nos pulmões, no abdômen e nos membros inferiores. A descida para uma altitude mais baixa cura a condição e é necessária para salvar a vida da vítima.

A doença crônica da montanha (doença de Monge) desenvolve-se gradualmente em alguns habitantes de locais de altitude elevada após muitos meses ou anos. Os sintomas incluem a falta de ar, a letargia e muitas dores e desconfortos. Pode ocorrer a formação de coágulos sangüíneos nos membros inferiores e nos pulmões e insuficiência cardíaca. A doença da altitude elevada crônica se desenvolve quando o organismo supercompensa a falta de oxigênio através da produção excessiva de eritrócitos. A pessoa torna- se incapacitada e pode morrer se não for levada a uma altitude mais baixa.

Prevenção

O melhor modo de se prevenir a doença da altitude elevada consiste em realizar a ascensão lentamente, levando 2 dias para atingir a altitude de 2.400 metros e um dia a mais para cada 300 a 600 metros adicionais. A ascenção em um ritmo em que a pessoa sente-se confortável é melhor que seguir um programa pré-estabelecido rígido. Pernoitar no meio do caminho também contribui para diminuir os riscos. O condicionamento físico pode ajudar, mas não garante que uma pessoa irá sentir- se bem em altitudes elevadas. É aconselhável que sejam evitados esforços vigorosos durante 1 ou 2 dias após a chegada ao local de destino. Ingerir líquidos adicionais e evitar o sal ou alimentos salgados também pode ser útil, embora essas medidas não tenham sido comprovadas. O consumo de álcool em altitudes elevadas deve ser feito com cautela. Uma bebida alcóolica consumida em um local muito elevado parece ter o dobro do efeito que ao nível do mar e os efeitos do uso abusivo de álcool são semelhantes a algumas formas da doença da altitude elevada.

A doença da altitude elevada aguda é minimizada pelo uso de doses baixas de acetazolamida ou de dexametasona no início da ascensão e por alguns poucos dias. O médico pode prescrever a nifedipina para as pessoas que apresentarem vários episódios de edema pulmonar da altitude elevadas. O ibuprofeno é mais eficaz que outras drogas no alívio da cefaléia causada pela altitude elevada. O consumo freqüente de pequenas refeições ao invés de refeições volumosas também é benéfico.


Tratamento

Geralmente, os casos leves da doença da altitude elevada aguda desaparecem em 1 a 2 dias sem outro tratamento que a ingestão de uma maior quantidade de líquido para repor a perda líquida por meio da sudorese e da respiração rápida de ar seco. O uso de ibuprofeno e a ingestão de líquidos adicionais ajudam a aliviar a cefaléia. Quando o problema é mais grave, a acetazolamida e/ou a dexametasona geralmente são úteis.

Como em alguns casos o edema pulmonar da altitude elevada pode ser fatal, a pessoa afetada deve ser observada rigorosamente. Freqüentemente, o repouso ao leito e a administração de oxigênio são eficazes. Contudo, quando essas medidas não surtem efeito, a pessoa deve ser transportada para uma altitude mais baixa imediatamente. A nifedipina tem ação imediata, mas seus efeitos duram apenas algumas horas e ela não substitui o transporte da pessoa gravemente afetada para uma altitude mais baixa.

O edema cerebral da altitude elevada, que também pode ser fatal, é tratado com um corticosteróide (p.ex., dexametasona). No entanto, em casos graves, esta medicação somente é administrada enquanto são realizados os preparativos para transportar a pessoa para uma altitude mais baixa. Quando o edema pulmonar ou cerebral da altitude elevada piora, qualquer retardo da descida pode ser fatal.

Após a descida, as pessoas que apresentarem qualquer forma da doença da altitude elevada melhoram rapidamente. Quando isto não ocorre, uma outra causa do distúrbio deve ser investigada. Quando a descida imediata não é possível, um dispositivo que aumenta a pressão, simulando uma descida de várias centenas de metros, pode ser utilizado para tratar uma pessoa gravemente doente. Este dispositivo (saco hiperbárico) consiste em uma tenda ou em um saco de tecido leve e uma bomba manual. A pessoa é colocada no saco. Após este ser hermeticamente fechado, a pressão em seu interior é aumentada com a bomba. A pessoa permanece no saco de 2 a 3 horas. Este procedimento é uma medida temporária valiosa, sendo tão benéfica quanto a administração de oxigênio suplementar, que freqüentemente não está disponível durante uma escalada de montanha.





Dr. Adriano Leonardi
CRM/SP 99660
Mestre em Ortopedia e Traumatologia pela Santa Casa de São Paulo.
Médico ortopedista especialista em cirurgia do joelho, traumatologia do esporte e wilderness medicine.


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